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É Preciso Reconhecer Para Liberar – Quem São Seus Limões?

04/03/2019

Em uma conversa informal descascando batatas, “D. Maria” começa a me falar que sentia muita mágoa, ressentimento e muita raiva do marido, eles foram casados por 47 anos de casamento, e tinha um ano que havia falecido.

Ela dizia que ele era grosso com ela, que às vezes ele se irritava e dizia coisas que a magoavam, mas observando o comportamento forte de “D. Maria”, não tomei partido apenas ouvi.

Ela relatou que ele tinha uma amante que era amiga dela e que inclusive frequentava a casa, todos sabiam, mas ela nunca disse nada. Que apenas jogava indiretas. Que ela deveria ter se separado mas não teve coragem.

Começamos um processo de ressignificar as questões da vida, para que ela pudesse olhar para frente.

Eu lhe disse: Todas as vezes que lembramos de algo com dor, sentimos como se aquele momento do passado estivesse sendo vivido agora, no presente, trazendo as mesmas emoções carregadas, que refletem no corpo, nos gestos, no tom de voz, como se a pessoa estivesse vivendo o mesmo transe todos os dias. Isso me lembra o filme do “Feitiço do Tempo” no qual ele fica aprisionado no dia da Marmota, e todos os dias ele precisa viver o mesmo dia, mas ele aprende a fazê-lo diferente mesmo que ouvisse a mesma coisa. Pois só podemos mudar a nós mesmos.

Então perguntei: Você ainda vive lá?

Ela disse: Não mas é muito difícil para mim, não consigo tirar isso daqui de dentro.

Perguntei: Podemos fazer um pequeno exercício? Peguei alguns limões da fruteira e lhe disse: este é você, e este é seu marido. Agora vou pedir que você lembre de um episódio que lhe trouxe este ressentimento, lembre-se de todo cenário como você estava, sua postura, seu tom de voz, o que ele te respondia, qual sua reação. Depois deste processo no qual as lágrimas já escorriam.

Eu: Agora Você vai se colocar no lugar dele.

Ela: Arregalando os olhos ela disse, não consigo!

Eu: O que te impede?

Ela: Eu nunca me coloquei no lugar de ninguém, nem dele, sempre fui muito orgulhosa.

Eu: E você quer olhar para isso que te dói?

Ela: Sim!

Eu: Então dê o primeiro passo, experimente.

Ao tocar nele, ela soltou um suspiro e um sopro de alívio e disse, ele também sofreu muito, ele chorava muito e me pediu seu perdão antes de morrer.

Paramos um pouco para refletir. Ela disse eu devia ter me separado porque eu fiquei 47 anos com ele.

Eu disse: Talvez porque existia amor do jeito de vocês. Todo casal tem seus acordos, ainda que não sejam expressos verbalmente, os dois sabem e assumem a responsabilidade por este relacionamento.

Perguntei; Quantos filhos vocês tiveram?

Ela: Três filhos maravilhosos!

Eu: Então você está vendo como este relacionamento deu certo, juntos vocês tiveram três filhos maravilhosos. Alguma vez ele deixou faltar algo para eles?

Ela: Nunca. Ele só trabalhava para trazer tudo para casa.

Eu: E você trabalhava?

Ela: Não eu cuidava dos filhos.

Eu: Nossa então quer dizer que vocês tinham um acordo no qual você cuidava da casa e da família, e ele trabalhava para alimentá-los e proporcionar os estudos, etc. Que legal cada um tinha seu papel.

Ela: Sim!

Eu: E quanto ao relacionamento com a outra mulher? Você estava disponível para o relacionamento?

Ela: Não estava. Eu fui me distanciando e cheguei em um momento e disse que não teríamos mais relacionamento. Ele nunca quis se separar de mim. E quando eu dizia isso ele ficava agressivo.

Ou seja, existia amor entre vocês.

Eu: Vou pedir para você fechar os olhos e dizer:

Querido eu sinto muito! Eu sou grata pelos anos que estivemos juntos, foi uma vida de aprendizado. Crescemos juntos. E tivemos muito amor, e deste amor geramos e criamos três filhos maravilhosos. Ela chorando já dizia sozinha, Gratidão por tudo! e repetia algumas vezes.

Eu: repita, agora me liberto de todas as mágoas e ressentimentos que tinha de você e também te liberto de mim. Ela completou: para que você fique bem onde estiver.

Com estas palavras já era possível vê-la mais calma e aliviada. E perguntei como se sente? Ela disse, me sinto muito mais leve, faltava reconhecer.

Ela me abraçou fortemente e agradeceu. Disse que ninguém nunca tinha dito aquelas palavras e a feito refletir sobre a vida.

Depois continuamos a conversar sobre as coisas da vida sempre trazendo uma ressignificação, olhando para o positivo.

No dia seguinte, ela me disse, você não sabe como a nossa conversa foi importante para minha vida, ontem estava olhando um amigo tocar violão e lembrei do meu marido com muito carinho, ele tocava violão muito bem, tocava para todo mundo que ia em casa, era muito bonito. Me lembrei que tivemos muitos momentos felizes e que ele não dormia sem me dar a mão. Ele era muito querido! Eu realmente me sinto grata!

E você quais limões precisa liberar?

 

  • Fabiana Quezada


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Fabiana Quezada

Fundadora e desenvolvedora da SBDSIS | Advogada | Meta-coach
Consultora Sistêmica | Mediadora Consteladora…

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